MPMG e PCMG deflagram operação contra organização criminosa que atuava com cartel de placas automotivas em Muriaé e outras cidades
OPERAÇÃO GUILDAS MEDIEVAIS
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagraram, na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, a operação Guildas Medievais. O objetivo é desarticular organização criminosa que atua na região, voltada à prática de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel relacionados à fabricação e estampagem de placas automotivas.
Conforme as apurações, os investigados atuavam por meio de diferentes núcleos, como de coação, contábil e financeiro, aliciando empresas do setor para participarem de um esquema de cartel. O grupo buscava controlar o mercado e restringir a concorrência, mediante fixação artificial de preços e manipulação da oferta de produtos.
Segundo as investigações, os envolvidos realizavam o controle do faturamento declarado por dezenas de empresas e, posteriormente, distribuíam os lucros entre os participantes, conforme critérios internos, como o tempo de atuação no mercado. Há ainda indícios de que o grupo utilizava pessoas interpostas (“laranjas”) para a prática de lavagem de dinheiro e outras irregularidades, além de empregar coação e ameaça contra empresários que tentavam resistir à adesão ao esquema.
Também é apurada a participação de agentes públicos no esquema investigado.
Mandados cumpridos
Foram cumpridos 37 mandados judiciais nas cidades de Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sendo 19 mandados de busca e apreensão, 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e oito determinações de suspensão de atividades de empresas ligadas à estampagem e comercialização de placas veiculares.
Um médico da cidade de Ubá, alvo das medidas cautelares, foi preso em flagrante.
Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 30 mil em espécie, além de aparelhos eletrônicos, computadores, uma arma de fogo e diversos materiais de interesse das investigações.
A ação conta com o apoio dos Gaecos de Belo Horizonte e Varginha, do Gaeco e do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro, das Delegacias Regionais de Ubá, Viçosa, Ponte Nova, Leopoldina e Muriaé, além de equipes especializadas da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Militar de Minas Gerais.
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