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Sejusp abre investigação após detento que admitiu homicídios na prisão usar celular para denunciar tortura na Peminteciária de Muriaé

INVESTIGAÇÃO

Sejusp abre investigação após detento que admitiu homicídios na prisão usar celular para denunciar tortura  na Peminteciária de Muriaé
Sejusp abre investigação após detento que admitiu homicídios na prisão usar celular para denunciar tortura na Peminteciária de Muriaé (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) abriu uma investigação interna para apurar como um detento recém-transferido de Muriaé para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, furou o sistema de segurança do presídio e gravou um vídeo, usando um celular, no qual fez denúncias de tortura e outras irregularidades.

No vídeo, o detento, transferido da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Junior após assumir a autoria de dois homicídios de colegas de cela — em janeiro e em abril deste ano – aparece já em outra unidade prisional, próxima à capital mineira, fazendo uma série de relatos em gravação no formato de selfie. Dentre elas, há a alegação de ausência de atendimento médico.

Procurada para falar sobre as irregularidades e torturas apontadas, a Sejusp negou as denúncias feitas em vídeo. Mas reiterou que todas as reclamações recebidas oficialmente são tratadas a partir de rigorosos procedimentos de apuração e, posteriormente, encaminhadas à Corregedoria da pasta de segurança. Sobre o uso de aparelho celular, atualmente as penitenciárias mineiras contam com escâner corporal (inclusive para visitantes e funcionários), esteiras de raio-x, rastreamento aéreo por meio de drones, bem como tecnologia anti-drone, capaz de identificar, localizar e neutralizar atividades no espaço aéreo dos presídios, conforme informou a Secretaria.


As informações são do Jornal Tribuna de Minas

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