Policial é condenado por liderar milícia e usar armas, viatura e sistemas da Polícia Civil
UBÁ
Foi condenado a 11 anos e três meses de prisão o policial civil de Ubá denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. Conforme a sentença, o investigador também perderá o cargo público.
O policial foi preso no dia 28 de novembro de 2024 durante a operação 'Segurança Máxima'. O nome dele não foi divulgado pelo Ministério Público. Segundo o Tribunal de Justiça, o caso está em segredo, e nenhum detalhe pode ser repassado.
De acordo com a decisão, ele estruturou um grupo armado, com participação de outros policiais, que usava aparatos estatais para prestar segurança privada, “valendo-se do cargo para captar clientes para a empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas”.
Os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos de contratantes da empresa de segurança.
Conforme a sentença, também foi reconhecido que ele era proprietário de carros de luxo e de uma aeronave, apreendidos na primeira fase da operação. Foi determinada a perda dos bens, salvo direitos de terceiros de boa-fé.
O policial ainda responde a outras duas ações penais: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo crime de obstrução de investigação de organização criminosa.
Com informações do G! Zona da Mata
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