Integrantes de grupo ligado ao Comando Vermelho, com atuação em Muriaé, são condenados
CONDENAÇÃO
Seis pessoas foram condenadas pela Justiça por participação em um grupo ligado ao Comando Vermelho, investigado pela entrada de celulares e outros materiais proibidos na Penitenciária de Muriaé. A decisão foi obtida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por meio da Operação Mecanismo.
Entre os condenados, dois foram apontados como líderes do grupo e receberam penas de 11 anos, um mês e oito dias de prisão, além de multa. Eles foram condenados por participação em organização criminosa, pagamento de propina e entrada de celulares na penitenciária.
Segundo a decisão, os dois teriam conseguido a ajuda do então diretor de Segurança da Penitenciária de Muriaé para facilitar a entrada dos materiais e receber informações antecipadas sobre revistas nas celas. Com isso, seria possível substituir celulares apreendidos e manter a comunicação dentro da unidade.
Outras três mulheres foram condenadas por participação no grupo. De acordo com o processo, elas ajudavam na organização dos recursos usados pelo grupo.
A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois apontados como líderes e de outro integrante considerado responsável pela disciplina do grupo.
Investigação
De acordo com o Jornal Tribuna de Minas, a Operação Mecanismo começou em abril de 2022 e investiga suspeitas de corrupção e entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos em unidades prisionais da Zona da Mata.
A quarta fase da operação foi realizada em setembro de 2024, com prisões e buscas em cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A ação contou com a participação do Gaeco de Visconde do Rio Branco, do Gaeco de Juiz de Fora, do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Promotoria de Execuções Penais de Muriaé e da Polícia Militar.
A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada pela defesa.
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