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BLOCO DE MODA

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BLOCO DE MODA (Foto: Reprodução)

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Wagner Penna


DESCARTES CONTROLADOS

A decisão da França de apertar o cerco ao desperdício de roupas pode marcar um divisor de águas para a indústria global da moda. Ao ampliar o controle sobre a produção e o descarte de peças têxteis, o país reforça a ideia de que o custo ambiental da moda rápida não pode mais ser tratado como um efeito colateral inevitável. Nos últimos anos, imagens de montanhas de roupas abandonadas no deserto do Atacama, no Chile, e de toneladas de resíduos têxteis desembarcando em países africanos como Gana e Quênia transformaram-se em símbolos de um modelo de consumo que produz muito mais do que o planeta consegue absorver. A nova legislação francesa pretende inverter essa lógica, responsabilizando empresas pelo destino de seus produtos. Mas a discussão ultrapassa o campo ambiental e entra na geopolítica. A China reagiu com dureza, afirmando que as novas regras atingem de forma desproporcional plataformas chinesas de ultra fast fashion e comércio eletrônico, como Shein, Temu e AliExpress, e advertiu que poderá adotar medidas de resposta caso considere haver discriminação comercial. O episódio mostra que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ecológica para se tornar também um tema estratégico de política industrial, comércio internacional e competitividade.

VAIVÉM

* Um dos sinais mais claros da mudança de comportamento do consumidor de luxo está na desaceleração das vendas de acessórios, tradicional porta de acesso para as grandes grifes. Lenços, óculos, cintos, bijuterias e pequenos artigos perderam parte do apelo à medida que muitos consumidores passaram a questionar a exclusividade de marcas que ampliaram fortemente sua produção nos últimos anos. Diante dessa percepção, cresce a procura por produtos similares, muitas vezes fabricados na Ásia com padrões de qualidade próximos aos originais e vendidos por uma fração do preço. A tendência preocupa o setor porque justamente os acessórios respondem por uma parcela significativa da rentabilidade das casas de luxo.


*A campanha promocional do salao de negocios BH À Porter (Verão 2026) acertou em cheio ao transformar Belo Horizonte e seus pontos turisticos em protagonista da divulgação do evento. Produzidos pela Copermoda (que realiza o evento)os vídeos destacam cartões-postais e referências culturais da capital mineira, além de cenários como Mercado Central, e o museu Inhotim e reforçando a conexão entre moda, arte e turismo. O resultado é uma comunicação sofisticada, que valoriza não apenas as coleções que serão lançadas entre 17 e 21 de agosto,no Hotel Mercure / Loudes e também reforça a identidade criativa de Minas Gerais como um dos principais polos da moda brasileira.


* PONTO FINAL: em um momento em que as práticas ambientais ganham peso nas decisões de consumidores e investidores, a Lojas Renner recebeu um importante reconhecimento internacional. A varejista foi a única empresa brasileira a figurar entre as 100 mais sustentáveis do mundo no ranking elaborado pela revista Time em parceria com a Statista. A conquista é resultado de iniciativas voltadas à economia circular, à redução das emissões de carbono e ao fortalecimento da rastreabilidade da cadeia produtiva. Um reconhecimento que projeta a moda brasileira de forma positiva no cenário global.




A moda.do BH.a.Porter Verão 27 no Inhotim


Foto: divulgacao



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