Pais voltam à base do SAMU para agradecer pela vida da filha
GRATIDÃO
Reportagem de Paulo Roberto da Rádio, de Miradouro
Alguns encontros ficam marcados para sempre. E este foi um deles.
Na noite do dia 3 de junho, por volta das 20h30, a rotina na Base do SAMU foi interrompida por uma cena de desespero. Um carro chegou em alta velocidade, buzinando sem parar. Dentro dele, pais desesperados carregavam nos braços a pequena Aylla, de apenas 1 mês e 10 dias, que estava com as vias aéreas obstruídas por leite e tinha dificuldade para respirar.
Sem perder um segundo, o condutor socorrista Leidson e o técnico em enfermagem Cristiano correram para o atendimento. Do lado de fora da base mesmo, iniciaram imediatamente as manobras de desobstrução, enquanto os pais acompanhavam tudo entre lágrimas, medo e esperança.
Foram momentos de muita tensão.
Após algumas tentativas, veio o som mais esperado da noite: o choro da Aylla.
Um choro que trouxe alívio, emoção e a certeza de que a luta havia valido a pena.
Em seguida, a bebê foi levada para a ambulância, onde a equipe continuou os cuidados, em contato permanente com a Central de Regulação Médica, que orientou o encaminhamento ao hospital para avaliação e acompanhamento.
A ocorrência também contou com o apoio do técnico em enfermagem Erli, socorrista do município, que trabalha na base ao lado do SAMU e prontamente se juntou aos colegas para ajudar no atendimento.
Mas a história não terminou naquela noite.
No último domingo, dia 6, os pais voltaram à base. Dessa vez, sem pressa, sem sirenes e sem desespero. Voltaram para apresentar novamente a pequena Aylla aos profissionais que ajudaram a salvar sua vida e para agradecer pessoalmente por tudo o que foi feito.
Foi um reencontro repleto de emoção, abraços, sorrisos e gratidão.
Momentos como esse lembram por que cada segundo faz diferença. Lembram que por trás de cada ocorrência existe uma família, uma história e uma vida que merece todas as chances.
E para a equipe do SAMU, não há recompensa maior do que ver uma criança saudável nos braços dos pais e saber que ela terá toda uma vida pela frente.
Aylla segue bem. E seu choro, naquela noite, continuará ecoando como um dos sons mais bonitos que uma equipe de emergência pode ouvir.
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